Terminália

No extremo norte do Brasil, na fronteira com a Guiana Francesa, dois personagens se encontram em uma canoa: um jornalista brasileiro expatriado em Nova York há mais de duas décadas e seu duplo, um repórter de meia idade que trabalha na Amazônia ao lado de um cameraman indígena.

Desse encontro, ao longo de uma viagem pelo rio Oiapoque, surge a história de um triângulo amoroso entre um major do exército brasileiro, um major da legião estrangeira e Elena, descendente de gerações de índios aculturados do Pará.

Terminália é uma referência à festa que se realizava anualmente na Roma antiga em homenagem ao deus das fronteiras do Império. Aqui, Terminália é um mergulho numa pequena região, um território limite, que prende e também expulsa seus habitantes.

Um romance sobre o choque entre as liberdades individuais e o instinto de nacionalidade.

Sobre o livro:

“Dois narradores relacionam-se contrapontisticamente, criando um tenso ritmo próprio que singulariza a escrita de Roberto Taddei. A cada passo, um curto-circuito potencial ameaça a estabilidade do relato; adensando a prosa e tornando mais complexa a perspectiva que contempla o mundo a partir de uma distância deliberada em relação a seus ‘centros’.”

João Cezar de Castro Rocha

“Taddei escolheu muito bem o título do seu primeiro romance, que justamente embaralha fronteiras e dialoga com os seus significados, tanto do ponto de vista individual quanto do coletivo (…)(e) conduz muito bem essa narrativa cheia de possibilidades.”

Cadão Volpato (no Guia de Lançamentos da Folha de S. Paulo)

“Saímos, ao final de sua leitura, plenamente convencidos de que a história que ele conta é inteiramente ‘verdadeira’. Tal a força de ficcionista de Taddei que chegamos a concluir que tudo aquilo ‘tem’ de ter acontecido, é impossível que o autor seja tão imaginoso a ponto de construir ficticiamente personagens e situações que nos parecem tão plenamente ‘verdadeiros’.”

Renato Pompeu (na Carta na Escola →)

“O romance é, de uma forma sempre indireta, um pouco sobre essa experiência artificiosa que temos ao definir o que é diferente como exótico. (…) Mais do que um retrato da ocupação historicamente cruel da Amazônia, ou da relação turbulenta com a fronteira francesa, a obra parece mostrar, com sutileza, como o homem sabe tomar o mundo por meio apenas dos limites do que vê, ou do que pensa.”

Diogo Guedes (no Jornal do Commercio)